{"id":560,"date":"2017-08-15T18:48:57","date_gmt":"2017-08-15T18:48:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/?p=560"},"modified":"2017-08-15T18:48:57","modified_gmt":"2017-08-15T18:48:57","slug":"ato-racista-em-charlottesville-aprofunda-feridas-historicas-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/2017\/08\/15\/ato-racista-em-charlottesville-aprofunda-feridas-historicas-nos-eua\/","title":{"rendered":"Ato racista em Charlottesville aprofunda feridas hist\u00f3ricas nos EUA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1502674941_223591_1502675935_noticia_normal_recorte1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-562\" src=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1502674941_223591_1502675935_noticia_normal_recorte1.jpg\" alt=\"\" width=\"1960\" height=\"1308\" srcset=\"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1502674941_223591_1502675935_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1502674941_223591_1502675935_noticia_normal_recorte1-300x200.jpg 300w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1502674941_223591_1502675935_noticia_normal_recorte1-768x513.jpg 768w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1502674941_223591_1502675935_noticia_normal_recorte1-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1960px) 100vw, 1960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cNossos filhos saber\u00e3o seu nome. O amor vencer\u00e1\u201d, diz uma picha\u00e7\u00e3o no local de Charlottesville\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/12\/internacional\/1502553163_703843.html\">onde Heather Heyer, uma mulher de 32 anos, morreu atropelada<\/a>. H\u00e1 um cora\u00e7\u00e3o desenhado com flores e mensagens contra o \u00f3dio. No s\u00e1bado, um homem de 20 anos jogou seu ve\u00edculo sobre manifestantes contr\u00e1rios aos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/12\/album\/1502552919_477485.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM#1502552919_477485_1502565068\">supremacistas brancos que protestavam na cidade<\/a>, causando uma morte e ferindo 19 pessoas. O epis\u00f3dio transformou a apraz\u00edvel localidade universit\u00e1ria em um cen\u00e1rio ca\u00f3tico e no mais recente epicentro do delicado revisionismo hist\u00f3rico no sul dos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/estados_unidos\/a\">Estados Unidos.<\/a><\/p>\n<section id=\"sumario_2|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\"><\/section>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CM2eksDy2dUCFZMMkQodS18HiA\"><\/div>\n<p>No domingo, Charlottesville, cidade de 45.000 habitantes na Virginia, ainda respirava a tens\u00e3o vivida no dia anterior. A calma se impunha pouco a pouco, mas persistiam os momentos de tens\u00e3o. Ao meio dia, Jason Kessler, um dos organizadores da marcha de supremacistas brancos contra a retirada de uma est\u00e1tua da guerra civil norte-americana, tentou realizar uma entrevista coletiva para\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/12\/internacional\/1502570380_829626.html\">culpar a pol\u00edcia pelos dist\u00farbios<\/a>. Mas teve de sair \u00e0s pressas, protegido por policiais, depois de ser repreendido por manifestantes progressistas.<\/p>\n<p>Charlottesville realiza um exerc\u00edcio de equil\u00edbrio entre a como\u00e7\u00e3o e o desejo de normalidade. Os residentes procuram respostas para os choques entre supremacistas brancos, que querem manter a est\u00e1tua de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Robert_E._Lee\" target=\"_blank\">Robert E. Lee, general da Confedera\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0durante a guerra civil, e manifestantes contr\u00e1rios a eles, a maioria grupos negros e antifascistas, que defendem a decis\u00e3o da Prefeitura de retirar o monumento.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o fa\u00e7o ideia de por que escolheram este lugar\u201d, ressalta Shery Pensic, uma mulher branca de 48 anos. \u201cEstou muito surpresa\u201d, diz sua m\u00e3e, Sharon, de 70 anos.<\/p>\n<p>A cidade procura retomar a rotina. Na noite de s\u00e1bado, o centro estava tomado pela pol\u00edcia e pelo ex\u00e9rcito de reserva da Virginia, mobilizado depois da declara\u00e7\u00e3o do estado de emerg\u00eancia. Mas no domingo a prote\u00e7\u00e3o havia sido relaxada e a maioria dos estabelecimentos abriu suas portas.<\/p>\n<p>\u201cTudo isso por uma est\u00e1tua\u201d, lamenta Andre Scales, um negro de 47 anos, junto ao local do atropelamento. \u201c\u00c9 uma vergonha que mesmo em 2017 o \u00f3dio volte.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/martin_luther_king\/a\">Martin Luther King<\/a>\u00a0teve um sonho de que tudo isto n\u00e3o aconteceria mais\u201d, acrescenta em alus\u00e3o ao l\u00edder dos direitos civis.<\/p>\n<p>Mas Scales, como o restante dos moradores, ressalta que os supremacistas n\u00e3o moram ali e que \u00e9 uma localidade tolerante, como tentam relembrar v\u00e1rios cartazes. \u201cQueriam promover sua agenda. A est\u00e1tua era s\u00f3 uma pequena parte. Queriam que se falasse deles, ter publicidade\u201d, argumenta. E conseguiram.<\/p>\n<p>Charlottesville \u00e9 o mais recente cen\u00e1rio de um debate nacional. O debate, avivado em 2015 depois de um conflito racial na Carolina do Sul, gira em torno da simbologia da velha Confedera\u00e7\u00e3o, que alguns consideram um legado escravagista e outros um gesto de identidade hist\u00f3rica. A isso se soma o contexto atual: os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/13\/internacional\/1502645550_679199.html\">acenos m\u00fatuos entre os supremacistas brancos e o presidente norte-americano, Donald Trump<\/a>.<\/p>\n<p>Em fevereiro, a Prefeitura votou a favor da retirada da est\u00e1tua de Lee por consider\u00e1-la divisora e mudou o nome do parque onde se localiza. Desde ent\u00e3o, houve acalorados protestos da extrema direita e a Justi\u00e7a suspendeu temporariamente a retirada do monumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/19mai2017-estatua-do-general-robert-e-lee-heroi-dos-confederados-na-guerra-civil-americana-e-retirado-de-monumento-em-nova-orleans-1495743250103_615x300.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-561\" src=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/19mai2017-estatua-do-general-robert-e-lee-heroi-dos-confederados-na-guerra-civil-americana-e-retirado-de-monumento-em-nova-orleans-1495743250103_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"615\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/19mai2017-estatua-do-general-robert-e-lee-heroi-dos-confederados-na-guerra-civil-americana-e-retirado-de-monumento-em-nova-orleans-1495743250103_615x300.jpg 615w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/19mai2017-estatua-do-general-robert-e-lee-heroi-dos-confederados-na-guerra-civil-americana-e-retirado-de-monumento-em-nova-orleans-1495743250103_615x300-300x146.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Muitos acreditam que o debate sobre a est\u00e1tua reabriu desnecessariamente velhas feridas e consideram que a pol\u00edcia e as autoridades n\u00e3o administraram a situa\u00e7\u00e3o da forma correta. \u201cN\u00e3o me importo com a est\u00e1tua,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/08\/22\/internacional\/1408727836_224918.html\">\u00e9 parte da hist\u00f3ria, ainda que n\u00e3o seja uma boa parte<\/a>. Para muitos afroamericanos \u00e9 indiferente\u201d, aponta Scales. Afirma que ele tirou fotografias com a est\u00e1tua e acredita que os dois milh\u00f5es de d\u00f3lares que ser\u00e3o gastos para retir\u00e1-la poderiam ser destinados a causas melhores.<\/p>\n<p>\u201cDeveriam deix\u00e1-la, buscar um consenso\u201d, concorda Sharon Pensic. A mulher, aposentada, lembra que cresceu nos turbulentos anos 1960, que acabaram com a segrega\u00e7\u00e3o legal dos negros, e que considerava esquecidos os extremistas brancos. \u201cDeveriam classificar melhor esses grupos, diminuir sua capacidade de falar e fazer mal\u201d, reivindica.<\/p>\n<p>Diz n\u00e3o entender por que voltaram a aflorar com virul\u00eancia nos \u00faltimos meses. \u201c\u00c9 repugnante\u201d, desabafa. Mas resiste a culpar a ret\u00f3rica desagregadora de Trump, em quem votou nas elei\u00e7\u00f5es de novembro. Sua filha, por outro lado, n\u00e3o duvida. \u201cN\u00e3o reconhece o assunto e n\u00e3o chama pelo nome os supremacistas brancos\u201d, queixa-se Shery, que tamb\u00e9m votou no republicano, sobre as declara\u00e7\u00f5es do presidente depois dos enfrentamentos.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/14\/internacional\/1502674941_223591.html\">El Pa\u00eds<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNossos filhos saber\u00e3o seu nome. O amor vencer\u00e1\u201d, diz uma picha\u00e7\u00e3o no local de Charlottesville\u00a0onde Heather Heyer, uma mulher de 32 anos, morreu atropelada. H\u00e1 um cora\u00e7\u00e3o desenhado com flores e mensagens contra o \u00f3dio. 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