{"id":781,"date":"2017-11-12T12:41:16","date_gmt":"2017-11-12T15:41:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/?p=781"},"modified":"2017-11-12T12:41:16","modified_gmt":"2017-11-12T15:41:16","slug":"em-mariana-moradores-ainda-aguardam-a-nova-vila-prometida-dois-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/2017\/11\/12\/em-mariana-moradores-ainda-aguardam-a-nova-vila-prometida-dois-anos-depois\/","title":{"rendered":"Em Mariana moradores ainda aguardam a nova vila prometida, dois anos depois"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_783\" aria-describedby=\"caption-attachment-783\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509553709_sumario_normal_recorte1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-783\" src=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509553709_sumario_normal_recorte1.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509553709_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509553709_sumario_normal_recorte1-300x200.jpg 300w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509553709_sumario_normal_recorte1-768x512.jpg 768w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509553709_sumario_normal_recorte1-1024x682.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-783\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Douglas Magno &#8211; El Pa\u00eds<\/figcaption><\/figure>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 se passaram dois anos daquele fim de tarde de novembro em que Keila Vardeli viu um &#8220;mundo de lama&#8221; engolir bruscamente sua casa, pertences, a rotina no campo e as conquistas de uma vida inteira. Quando foi informada por um vizinho que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/05\/politica\/1446760230_611130.html\">a barragem de Fund\u00e3o, em Mariana, &#8211; cerca de tr\u00eas quil\u00f4metros dali &#8211; tinha se rompido<\/a>, n\u00e3o titubeou: saiu em disparada em dire\u00e7\u00e3o a escola dos dois filhos no vilarejo rural de Bento Rodrigues. &#8220;S\u00f3 pensei em correr, mas na minha cabe\u00e7a n\u00e3o era para\u00a0<em>salvar eles<\/em>. No meu pensamento, eu ia correr para morrer com eles&#8221;, conta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas salvou. Conseguiu em minutos buscar os filhos, levar outras crian\u00e7as e vizinhos na ca\u00e7amba de uma caminhonete e resgatar a m\u00e3e de 85 anos que j\u00e1 estava ilhada em casa. Subiram todos para o ponto mais alto do distrito e, quando finalmente conseguiram olhar para tr\u00e1s, o tsunami de rejeitos de min\u00e9rio de ferro j\u00e1 tinha acabado com o povoado. O desastre matou um total de 19 pessoas e deixou um rastro de destrui\u00e7\u00e3o ao longo de mais de 600 quil\u00f4metros da Bacia do Rio Doce, at\u00e9 o litoral do Esp\u00edrito Santo.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/12\/30\/politica\/1451479172_309602.html\">Hoje \u00e9 considerado o maior desastre ambiental da hist\u00f3ria do Brasil.<\/a><\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;Parece que foi ontem que tudo aconteceu. Os sentimentos de tristeza, de ang\u00fastia e de n\u00e3o saber o que vai ser do nosso futuro continuam iguais. A vida na cidade est\u00e1 muito dif\u00edcil, foi uma mudan\u00e7a muito brusca&#8221;, lamenta Keila, produtora de geleia de pimenta biquinho, sentada no sof\u00e1 de um pequeno apartamento perto da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Mariana. A fam\u00edlia dela e de outras 600 pessoas que ficaram desabrigadas ap\u00f3s o rompimento da barragem vivem atualmente em casas ou apartamentos alugados pela mineradora\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/samarco_minerac%C3%A3o\/a\">Samarco<\/a>, controlada pela Vale e pela BHP, propriet\u00e1ria de Fund\u00e3o.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto centro\">\n<div class=\"sumario__interior\"><\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\">Os atingidos est\u00e3o hoje em compasso de espera, aguardando sair do papel\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/10\/31\/opinion\/1477887019_340673.html\">o projeto da nova cidade que ser\u00e1 constru\u00edda para eles no distrito de Lavoura<\/a>, a nove quil\u00f4metros de Bento Rodrigues. Por enquanto, tentam adaptar-se \u00e0 nova vida urbana longe do campo, onde, muita vezes, sofrem preconceito e s\u00e3o acusados por uma pequena parcela da popula\u00e7\u00e3o local de estarem interrompendo o funcionamento da mineradora que era o motor financeiro e de empregos da cidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A Samarco tem at\u00e9 mar\u00e7o de 2019 para concluir o reassentamento das fam\u00edlias no novo distrito, segundo acordo firmado entre a empresa, suas controladoras e a Uni\u00e3o. O terreno da nova Bento Rodrigues j\u00e1 foi comprado, mas o projeto urban\u00edstico depois de idas e vindas ainda precisa de modifica\u00e7\u00f5es a pedido de \u00f3rg\u00e3os reguladores. S\u00f3 ap\u00f3s uma nova aprova\u00e7\u00e3o ser\u00e1 iniciado o processo de Licenciamento Urban\u00edstico e Ambiental. Segundo a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fundacaorenova.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Renova<\/a>, criada para arcar com as indeniza\u00e7\u00f5es, compensa\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela trag\u00e9dia (que deve receber um aporte de 11,1 bilh\u00f5es de reais da Samarco e suas controladoras at\u00e9 2030), ainda que o projeto n\u00e3o tenha sido conclu\u00eddo, o cronograma continua o mesmo e as obras ter\u00e3o in\u00edcio em 2018. A Renova reconhece ainda que o processo \u00e9 \u201ccomplexo e participativo\u201d o que demanda mais tempo de discuss\u00e3o.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\">&#8220;Falar \u00e9 f\u00e1cil, eu s\u00f3 acredito quando eu receber a minha casa e dormir a primeira noite nela. Esse processo est\u00e1 lento demais. Em Lavoura n\u00e3o foi feito absolutamente nada&#8221;, reclama Keila, que afirma que as negocia\u00e7\u00f5es sobre as indeniza\u00e7\u00f5es tampouco come\u00e7aram. Assim como os outros moradores que perderam suas moradias, ela recebeu apenas um adiantamento de 20.000 reais, depois que o Minist\u00e9rio P\u00fablico entrou com uma a\u00e7\u00e3o coletiva contra a empresa. Metade desse dinheiro ser\u00e1 debitado da indeniza\u00e7\u00e3o final quando ela for conclu\u00edda. Como aux\u00edlio emergencial, a ex-moradora de Bento Rodrigues recebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo ( 937 reais), mais 20% por cada filho e uma cesta b\u00e1sica. Tudo isso \u00e9 pago atrav\u00e9s de um cart\u00e3o fornecido pela Samarco. Hoje mais de 8.000 pessoas afetadas pela trag\u00e9dia recebem o benef\u00edcio em Minas e no Esp\u00edrito Santo.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\">Em meio a tantas indefini\u00e7\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es, Keila escapa da cidade sempre que pode para passear no &#8220;Bento&#8221;, como carinhosamente os moradores chamam o vilarejo. &#8220;Parece estranho, n\u00e3o \u00e9? Aquilo ali tudo destru\u00eddo, mas sempre que chego l\u00e1 me sinto em paz, como se voltasse para casa. Quero que os destro\u00e7os fiquem l\u00e1 para sempre&#8221;, diz. Nos \u00faltimos dois anos, o mato tomou conta do local e os escombros de lama v\u00e3o desaparecendo pouco a pouco com o avan\u00e7o do verde. As \u00e1rvores e os postes que ficaram de p\u00e9, no entanto, n\u00e3o deixam apagar a cicatriz da trag\u00e9dia e revelam, at\u00e9 hoje, a altura que a onda de rejeitos atingiu.<\/p>\n<figure id=\"attachment_782\" aria-describedby=\"caption-attachment-782\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509567057_sumario_normal_recorte1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-782 size-full\" src=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509567057_sumario_normal_recorte1.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509567057_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509567057_sumario_normal_recorte1-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-782\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Douglas Magno &#8211; El Pa\u00eds<\/figcaption><\/figure>\n<p dir=\"ltr\">A lama que fez desaparecer Bento Rodrigues chegou poucas horas depois no pequeno distrito de Gesteira, em Barra Longa, a 60 km de Mariana. L\u00e1, avan\u00e7ou sobre a igreja, interditou uma ponte, destruiu a escola e algumas casas, como a do comerciante Joubert Macario de Castro. Ele perdeu ainda sua fonte de renda, uma mercearia que ficava ao lado de onde vivia. &#8220;Agora estou parado h\u00e1 dois anos, desempregado, s\u00f3 acumulando d\u00edvidas. Est\u00e1 muito ruim. Hoje recebo um cart\u00e3o de aux\u00edlio da Samarco de um sal\u00e1rio m\u00ednimo, mas \u00e9 muito pouco. Eu tirava uma faixa de 5.000 a 6.000 reais por m\u00eas, pagava escola particular para o meus filhos. Se n\u00e3o fosse a ajuda de alguns familiares, n\u00e3o sei como faria&#8221;, conta Joubert que vive em uma casa alugada pela mineradora em Mariana. Assim como Keila, ele reclama da demora da Samarco em promover o reassentamento dos atingidos. Apesar das 20 fam\u00edlias da comunidade j\u00e1 terem escolhido um terreno para a reconstru\u00e7\u00e3o da parte baixa do distrito, o local ainda n\u00e3o foi comprado pela Funda\u00e7\u00e3o Renova. As indeniza\u00e7\u00f5es tampouco foram discutidas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na avalia\u00e7\u00e3o do promotor de Justi\u00e7a de Mariana Guilherme de S\u00e1 Meneghin, a Samarco n\u00e3o tem cumprido parte do que foi acordado ap\u00f3s a trag\u00e9dia. &#8220;Eles foram muito negligentes ao atender as v\u00edtimas. Existem pessoas que ficaram quase dois anos sem receber o aux\u00edlio emergencial at\u00e9 a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico&#8221;, explica. Segundo o promotor, toda a demora causa ainda mais danos psicol\u00f3gicos \u00e0s v\u00edtimas, que est\u00e3o vulner\u00e1veis. Depois da trag\u00e9dia, muitos atingidos apresentaram sinais de depress\u00e3o.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\">\n<div class=\"sumario__interior\"><\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\">Na tarde de 5 de novembro de 2015, quando a barragem de Fund\u00e3o se rompeu, o seu reservat\u00f3rio continha 56,6 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos secos &#8211; algo mais ou menos da dimens\u00e3o do morro do Corcovado, no Rio de Janeiro \u2013, provenientes do processo de minera\u00e7\u00e3o do ferro. Ao vazar, a lama, que n\u00e3o \u00e9 t\u00f3xica, se espalhou de forma diferente de acordo com o relevo de cada lugar que passou. Em trechos mais estreitos, o rejeito se acumulou tanto que chegou a formar pilhas de 10 a 30 metros de altura. Nas plan\u00edcies, ele perdeu for\u00e7a e se espalhou pelos lados. O restante seguiu pela calha do Rio Doce. Parte da lama permaneceu na pr\u00f3pria barragem e na propriedade da Samarco. Outra parcela ficou depositada na hidrel\u00e9trica Risoleta Neves, conhecida como Candonga. Mas a maioria do rejeito se espalhou pelo caminho at\u00e9 o mar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo a Samarco, a mineradora concluiu, no in\u00edcio deste ano, as obras do sistema de conten\u00e7\u00e3o dos rejeitos remanescentes do rompimento e a estruturas est\u00e3o sendo monitoradas 24 horas por dia. Para o restante da regi\u00e3o impactada, foi aprovado um plano de manejo do rejeito que envolve a extens\u00e3o de mais de 600 quil\u00f4metros de curso d\u2019\u00e1gua entre Fund\u00e3o e a foz do Rio Doce. A \u00e1rea foi divida em 17 trechos, e para cada um ser\u00e1 avaliada a melhor solu\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 que ser aprovada tamb\u00e9m pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais. Em alguns dos casos ser\u00e1 considerada a possibilidade, inclusive, de n\u00e3o remover o rejeito, j\u00e1 que a movimenta\u00e7\u00e3o do material pode gerar novos impactos. Neste ano, apenas um trecho piloto do manejo, come\u00e7ou a ser tratado em uma das \u00e1reas do Rio Gualaxo, um dos afluentes do Doce. No munic\u00edpio de Barra Longa (MG), foram recolhidos 170 mil metros c\u00fabicos. E j\u00e1 est\u00e1 em curso uma dragagem na Usina de Candonga, onde ser\u00e3o retirados 10 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. A ideia \u00e9 concluir o plano manejo, assumido pela Samarco e suas acionistas, at\u00e9 2023.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA grande quest\u00e3o \u00e9 que esse rio \u00e9 minerado h\u00e1 anos, possui agrot\u00f3xico e at\u00e9 sedimento de merc\u00fario de garimpo ilegal. O rejeito puro n\u00e3o \u00e9 contaminado, \u00e9 inerte, s\u00f3 que ele veio arrastando tudo que tinha no fundo e, em alguns casos, no solo. Ent\u00e3o n\u00e3o sabemos ainda qual o impacto desse material que j\u00e1 existia\u201d, explica Juliana Bedoya, l\u00edder de programas socioambientais da Funda\u00e7\u00e3o Renova. Ainda segundo ela, ser\u00e3o realizados estudos de an\u00e1lise de risco \u00e0 sa\u00fade humana. Por n\u00e3o ter dados conclusivos, a funda\u00e7\u00e3o n\u00e3o recomenda que a \u00e1gua do rio seja utilizada para o consumo humano, animal e nem em planta\u00e7\u00f5es. Em uma das regi\u00f5es \u00e0s margens do rio, no entanto, a reportagem observou a presen\u00e7a de v\u00e1rios animais bebendo a \u00e1gua do local. Cerca de 247 propriedades rurais foram prejudicadas com a chegada dos rejeitos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No \u00faltimo ano, a Renova vem testando v\u00e1rias t\u00e9cnicas para tentar recuperar as margens do leito dos rios atingidos ap\u00f3s o rompimento da barragem de Fund\u00e3o. Foram plantadas, por exemplo, em car\u00e1ter emergencial, esp\u00e9cies nativas de r\u00e1pido crescimento em 800 hectares. Mais de cem afluentes do rios Gualaxo do Norte e Carmo tamb\u00e9m receberam interven\u00e7\u00e3o de revegeta\u00e7\u00e3o, sistemas de drenagem e enroscamento, que \u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o de pedras.<\/p>\n<figure id=\"attachment_784\" aria-describedby=\"caption-attachment-784\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509551678_noticia_normal_recorte1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-784\" src=\"http:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509551678_noticia_normal_recorte1.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509551678_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509551678_noticia_normal_recorte1-300x194.jpg 300w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509551678_noticia_normal_recorte1-768x496.jpg 768w, https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1509551180_608771_1509551678_noticia_normal_recorte1-1024x661.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-784\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Douglas Magno &#8211; El Pa\u00eds<\/figcaption><\/figure>\n<p dir=\"ltr\">Em uma recente vistoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) em 109 afluentes dos principais rios da regi\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o classificou como preocupante a situa\u00e7\u00e3o de vinte deles. A presidenta do Ibama, Suely Ara\u00fajo, considera que houve uma melhoria relevante em compara\u00e7\u00e3o a outras visitas ao local. \u201cAs coisas est\u00e3o caminhando, ainda h\u00e1 muita coisa para fazer, mas houve melhorias relevantes em termos de processos erosivos, da drenagem e da pr\u00f3pria presen\u00e7a de animais silvestres\u201d, explica ao EL PA\u00cdS. Ela pondera que em uma trag\u00e9dia complexa e sem precedentes como a de Mariana, a recupera\u00e7\u00e3o ambiental vai demorar mais de uma d\u00e9cada e que o desafio ainda ser\u00e1 muito grande.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<h4 class=\"sumario-texto\"><span style=\"color: #21759b; font-size: 18px;\">Multas pendentes e sem previs\u00e3o de volta das opera\u00e7\u00f5es<\/span><\/h4>\n<div><span style=\"font-size: 1rem;\">At\u00e9 agora, a maioria das multas impostas pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais \u00e0 mineradora Samarco n\u00e3o foi paga e a\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 1rem;\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/07\/politica\/1502116923_258608.html\">a\u00e7\u00e3o criminal que investiga o rompimento est\u00e1 suspensa<\/a><span style=\"font-size: 1rem;\">, sem previs\u00e3o de ser retomada. S\u00f3 o Ibama exigiu 24 multas \u00e0 mineradora, sendo cinco delas no valor de 50 milh\u00f5es de reais cada \u2013 o valor m\u00e1ximo previsto na legisla\u00e7\u00e3o. A companhia recorreu de todas e nada foi pago at\u00e9 agora. Para tr\u00eas delas \u2013 as primeiras aplicadas a mineradora -, que somam 150 milh\u00f5es de reais, j\u00e1 n\u00e3o cabem, por\u00e9m, mais recursos.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\">A Samarco pretende retornar suas opera\u00e7\u00f5es, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 uma previs\u00e3o j\u00e1 que a mineradora depende da obten\u00e7\u00e3o de duas licen\u00e7as ambientais. Antes do rompimento de Fund\u00e3o, a Samarco empregava\u00a0 6.000 pessoas, sendo 3.000 empregados diretos e 3.000 indiretos. Hoje, S\u00e3o 1.800 empregados, dos quais cerca de 800 est\u00e3o com o contrato de trabalho suspenso (layoff) at\u00e9 mar\u00e7o do ano que vem.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/11\/01\/politica\/1509551180_608771.html\">El Pa\u00eds<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 se passaram dois anos daquele fim de tarde de novembro em que Keila Vardeli viu um &#8220;mundo de lama&#8221; engolir bruscamente sua casa, pertences, a rotina no campo e as conquistas de uma vida inteira. Quando foi informada por um vizinho&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":782,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[250,252,251],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/781"}],"collection":[{"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=781"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":790,"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/781\/revisions\/790"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pertinente.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}