A audiência para julgar o pedido de habeas corpus do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) nesta quinta-feira (6/7) terminou em lágrimas. Geddel caiu no choro ao ouvir do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que ficaria preso por tempo “indeterminado” .
O ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer (PMDB) é acusado de tentar obstruir acordos de delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador financeiro Lúcio Funaro.
Na chegada à Corte em Brasília, Geddel apareceu pela primeira vez publicamente de cabeça raspada após a prisão. Ele negou as acusações, mas admitiu ter ligado mais de 10 vezes para a esposa de Lúcio Funaro.
A Operação Cui Bono, desdobramento da Lava Jato, investiga a existência de práticas criminosas na liberação de créditos e investimentos por parte de duas vice-presidências da Caixa Econômica Federal: a de Gestão de Ativos de Terceiros (Viter) e a de Pessoa Jurídica. Essa última era ocupada por Geddel.

Em novembro do ano passado, o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, deixou o governo e contou à PF que foi pressionado por Geddel para liberar um empreendimento imobiliário em Salvador. Dias depois, com a polêmica, o peemedebista pediu demissão da Secretaria de Governo.
Fonte: Metrópoles